.

.

sábado, 15 de outubro de 2016

As armas do valente e seus sete amigos - os "espíritos justificadores"

VERSO 21 e 22:    Quando um homem forte e bem-armado guarda a sua própria casa, tudo o que ele tem está seguro.  Mas, quando um homem mais forte o ataca e vence, leva todas as armas em que o outro confiava e reparte tudo o que tomou dele.

Normalmente nós interpretamos esse texto como significando o domínio das trevas na vida de uma pessoa, quando ele é derrotado pelo mais forte, que é o poder de Deus. Deus é mais!   Bem, não vou contrariar essa interpretação. Quero apenas estendê-la e tentar entender melhor o texto.

Quais são as armas com as quais “o home valente” 
se mantém no domínio da vida de uma pessoa?


ÓDIO - acho que essa arma é a maior comum. O ódio impede cura, impede relacionamento, deixa a mente cativa do mal. A pessoa se torna incapaz de seguir a vida em frente.

VAIDADE - vaidade é a necessidade de "brilhar aos olhos dos outros". Essa necessidade tem acorrentado milhões. Há uma necessidade doentia de ser admirado. Por necessidade de ser admirado o sujeito quer aparentar o que não tem, quer ser o que não é e gasta muita energia vivendo uma vida de mentira.

ORGULHO - orgulho é algo muito diferente da vaidade. A vaidade é quase humilde se comparada ao orgulho. A vaidade é a necessidade de aplausos. O orgulhoso é aquele que não precisa da aprovação de ninguém para nada. As pessoas são insignificantes demais para influenciar em sua vida e em seu comportamento. Ele se basta. As demais pessoas estão tão abaixo dele, são tão insignificantes que suas opiniões simplesmente não contam. Enquanto o vaidoso quer aparecer, quer agradar, o orgulhoso não sente necessidade de agradar ninguém, não acha que precisa de ninguém. Se alguém o contraria ele simplesmente descarta essa pessoa. O orgulhoso não perdoa porque ele é importante demais então qualquer ofensa contra ele é gravíssimo. Ele é importante demais para ser ferido. O orgulhoso não volta atrás, motivo pelo qual o caminho do arrependimento lhe é estranho.

O MEDO 
TEIMOSIA
RESSENTIMENTO SEM FIM
USURA
AMARGURA
ESPÍRITO DE COMPETIÇÃO...   

A lista é extensa. Existem dezenas de armas desse tipo que garantem o domínio das opressão diabólica na vida das pessoas. Mas quando o Reino de Deus é chegado todas essas armas são tomadas. O perdão dos pecados desarma o inimigo.   Entregar a vida a Jesus é o mesmo que entregar essas armas a Jesus. Confessar é o mesmo que dizer onde essas armas estão escondidas. É dar o endereço do porão.   Jesus é o mais forte que chega com poder de desintegrar todas essas armas. E quando isso acontece o inimigo fica sem condição nenhuma de manter seu domínio naquele castelo. Ele é obrigado a sair de lá e procurar outro abrigo.


VERSO 24 a 26 :  Quando um espírito mau sai de alguém, anda por lugares sem água, procurando onde descansar, mas não encontra. Então diz: “Vou voltar para a minha casa, de onde saí.”  Aí volta e encontra a casa varrida e arrumada.  Depois sai e vai buscar outros sete espíritos piores ainda, e todos ficam morando ali. Assim a situação daquela pessoa fica pior do que antes.

Posso aqui fazer uma aplicação que pode não ser exatamente o que Jesus quer dizer, mas estarei usando o texto como ilustração:

Uma pessoa ouve a Palavra de Deus e é chamada à conversão. Começa no caminho da reflexão, do arrependimento. Nem sempre esse milagre é instantâneo. Até resultar em salvação às vezes a pessoa passa ANOS sendo trabalhada e convencida pelo Espírito de Deus.  Então veja que não estou falando em "perda da salvação".   Pois bem, a pessoa vai aos poucos se conscientizando de seus maus caminhos, repensando sua vida. Se continuar nessa jornada ela chegará ao arrependimento para a salvação. Bem, durante essa viagem pode ser que a pessoa não persista e "as aves dos céus" podem vir e roubar a semente que ainda não tinha germinado! Então a pessoa volta às obras mortas. Nesse ponto é comparada à porca que volta ao próprio vômito (II Pedro 2:22). 

Seu segundo estado se torna pior do que o primeiro. Por quê fica pior?

Entenda que para a pessoa voltar àquele pecado antigo precisará de  um certo "suporte emocional" para não se sentir tão fracassada e má.  O pecado pesa demais nos ombros. Todo pecados precisa de desculpas para se sentir melhor.  Ora, depois admitir que estava errado, de confessar fazer todo aquele “teatro” a pessoa volta atrás e se sente mal. Ela precisa se justificar para ela mesma! 

Alguém já disse que o diabo é o imitador. Tudo o que Deus faz ele imita, só que às avessas, de forma que assim como temos um justificador, um advogado que é Jesus, o diabo também se propõe a assumir o papel de "justificador", então ele tece uma teia de desculpas para a pessoa voltar à lama sem se sentir mal por isso. Nesse "ajuste" o pecador vai precisar pedir ajuda de "espíritos justificadores"

Como é isso? A pessoa precisa de sete justificativas diabólicas para "reverter aquele arrependimento". E quando a pessoa toma para si tais justificativas esses "demônios justificadores" tornam muito mais difícil um arrependimento posterior. Eles acabam tomando conta da "casa"  ( consciência). Antes era um só, facilmente vencido pela pregação do evangelho. Agora existe uma muralha de justificativas amparando aquele retrocesso e cada uma delas é como se fosse um demônio diferente. 

Por isso que o segundo estado é pior do que o primeiro.  Já notou que quem se afasta do evangelho costuma ter uma montanha de explicações e justificativas para isso, enquanto que aquele que se aproxima do evangelho tem muito menos defesas para seus próprios pecados? Pois é.

Nenhum comentário:

Postar um comentário