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domingo, 16 de setembro de 2018

Os holocaustos

"O sacerdote oferecerá a Deus, o Senhor , o sacrifício para conseguir o perdão de pecados, e o homem será perdoado de qualquer pecado que tiver cometido".   Levítico 6:7

"Contudo, essas cerimônias de sacrifícios promovem, todos os anos, uma recordação dos pecados, porque é impossível que o sangue de touros e bodes remova pecados..."  Hebreus 10: 3-4.

Está escrito no Novo Testamento que os sacrifícios (holocaustos) não tinham  poder de purificar uma pessoa. Já  no Antigo Testamento está dito que a pessoa seria perdoada após o oferecimento dos holocaustos.   Será que existe incompatibilidade entre os dois textos? Acredito que não.

Há uma GRANDE diferença entre ser perdoado e ser purificado do pecado.  Nós temos o dever de perdoar quem nos ofende,  mas não temos poder NENHUM  de purificar o ofensor.

O perdão livra a pessoa da PENALIDADE mas só a PURIFICACAO restaura a  COMUNHÃO COM DEUS.

Entendo que esse perdão, mencionado no antigo testamento, é  um perdão perante a sociedade , uma forma  de reabilitação.  A pessoa poderia andar de cabeça erguida e poderia se sentir reinserida com dignidade em sua comunidade. Essa era uma forma de não deixar as pessoas destruírem completamente o seu nome e o seu futuro por causa de um erro do passado.

Só hoje entendo que era uma lei muito amorosa, ao mesmo tempo em que forçava o sujeito a se perguntar se valia a pena derramar  sangue inocente por um prazer tão momentâneo  e tão desprezível . Os holocaustos eram,  portanto, marcadamente  educativos, pois faziam as pessoas enxergarem melhor a gravidade e o resultado do que fizeram.

Todo pecado que cometo  será pago - por mim ou por alguém que não tem nada a ver com a história. Por isso que todo pecado é injustica, pois mesmo  ele parecendo inofensivo e particular,  resulta sempre em alguma forma de injustica.

Vejo que essa era uma forma bem carinhosa de resgatar , perante a sociedade, o sujeito caído. E não só perante a sociedade mas perante ele mesmo. Há pessoas adoecidas por não conseguirem perdoar a si mesmas. Então os holocaustos eram também terapêuticos.  

Mas  tudo aquilo não tinha nenhum valor espiritual de purificação. Não limpavam a pessoa diante de Deus. Apenas apontavam para  a gravidade do mal e para Jesus, o Cordeiro de Deus que nos dignificaria diante do Pai.

sábado, 4 de agosto de 2018

QUAL O NOSSO LIMITE?




1)  ATÉ ONDE ESTAMOS DISPOSTOS A IR PELA CAUSA DO EVANGELHO? Até que ponto estamos comprometidos?

2) ATÉ ONDE OS INIMIGOS DA CRUZ DE CRISTO ESTÃO DISPOSTOS A IR?  

Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus.  Mateus 5:20

3) HÁ ALGO A APRENDER COM OS INIMIGOS DA CRUZ DE CRISTO?
Porventura envergonham-se de cometer abominação? Pelo contrário, de maneira nenhuma se envergonham, nem tampouco sabem que coisa é envergonhar-se; portanto cairão entre os que caem; no tempo em que eu os visitar, tropeçarão, diz o Senhor.  Jeremias 6:15
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TEXTOS:

1) Ainda não resististes até ao sangue, combatendo contra o pecado. Hebreus 12:4
2) Lembrai-vos, porém, dos dias passados, em que, depois de serdes iluminados, suportastes grande combate de aflições
Hebreus 10:32
3) Suportar o vexame ou se solidarizar com quem o suporta:  pois por um lado fostes feitos espetáculo tanto por vitupérios como por tribulações, e por outro vos tornastes companheiros dos que assim foram tratados.  Hebreus 10:33
4)  Somos blasfemados, e rogamos; até ao presente temos chegado a ser como o lixo deste mundo, e como a escória de todos. 1 Coríntios 4:13
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3) HÁ ALGO A APRENDER COM OS INIMIGOS DA CRUZ DE CRISTO?

a-  Não medem esforços para popularizar as suas doutrinas para pessoas de todas as idades.
b- São absolutamente persistentes
c- Não se incomodam em ser xingadas ou desprezadas. Nem se importam em ser presas porque sabem que podem contar com os outros militantes. Eles tem um suporte. Estão unidos. Por isso chegaram onde chegaram.
d- Não tem o menor constrangimento de defender o que defendem mesmo se estiver em total desacordo com a moral social estabelecida ou com a crença dominante ("as crianças pertencem ao estado, não aos pais", "a escola deve proteger as crianças dos seus pais",    "se o outro tem algo que você quer e não pode ter, vá lá e tire dele" (roubo como forma legítima de conseguir o que se quer), sexo na infância, pedofilia, aborto, subjugação violenta da mulher em nome da cultura...) 
e- Sabem que é aos poucos que as mentes vão sendo minadas. Eles confiam no poder da doutrina. E nós?
f- Não tem medo da oposição. 
g- Se para defender uma causa precisam passar vergonha, eles passam. Vale tudo para propagar a fé.
h- Não estão preocupados com a própria imagem.


1)  ATÉ ONDE ESTAMOS DISPOSTOS A IR PELA CAUSA DO EVANGELHO?
     Até que ponto estamos comprometidos?

O Senhor fez como ele tinha dito, e terríveis enxames de moscas entraram por toda a parte, desde o palácio de Faraó até a cada uma das casas do Egito. Faraó chamou apressadamente Moisés e Arão: Está bem, façam esse sacrifício ao vosso Deus, mas que seja aqui nesta terra. Não vão lá para o deserto. Moisés replicou: Isso não pode ser assim. O nosso culto é odiado pelos egípcios; se o fizermos aqui mesmo diante deles, matam-nos. Tem de ser a três dias de caminho no deserto que devemos prestar culto a Jeová o nosso Deus, tal como nos mandou.   Pois sim, vão lá então, replicou Faraó, mas não vão longe. E agora roguem depressa ao Senhor em meu favor.   Êxodo 8:24,25,28

  • Até onde estamos dispostos a ir para não irritar Faraó?
  • Conscientemente ou não, você estabeleceu limites para si mesmo?
  • Você iria mas só até não interferir na sua vida sexual?
  • Você iria até que a decisão não interferisse na sua vida política?
  • Você iria até que a decisão de seguir a Cristo não interferisse na sua vida financeira?
  • Até que não tomasse muito do seu tempo?
  • Até que não comprometesse a sua boa imagem perante "essa geração adúltera e pecadora"? (Porquanto, qualquer que, entre esta geração adúltera e pecadora, se envergonhar de mim e das minhas palavras, também o Filho do homem se envergonhará dele, quando vier na glória de seu Pai, com os santos anjos.  Marcos 8:38 )

Porque, qualquer que de mim e das minhas palavras se envergonhar, dele se envergonhará o Filho do homem, quando vier na sua glória, e na do Pai e dos santos anjos. Lucas 9:26
Quais as palavras de Cristo que estão tão na contramão do mundo que a gente corre o risco de não professá-las?
  • Tudo que ele disse sobre ARREPENDIMENTO
  • Tudo que ele disse sobre PECADO
  • Tudo que ele disse sobre JUÍZO DE DEUS
  • Tudo que ele disse sobre SALVAÇÃO/PERDIÇÃO
  • Tudo que ele disse sobre JUSTIFICAÇÃO
  • Tudo que ele disse sobre SUA VOLTA
  • Tudo que ele disse sobre EXPIAÇÃO
  • Tudo que ele disse sobre TREVAS
  • Tudo que ele disse sobre SATANÁS


sábado, 23 de junho de 2018

Desigualdade


Penso que quem estiver lendo este texto também já deva conhecer a história de Jacó e estar inteirado do fato de que ele trabalhou muito tempo para seu sogro e tio Labão.  Foi uma parceria que durou alguns anos. Observando os registros de Gênesis pude perceber uma coisa que considerei interessante: 

Labão, tio de Jacó, jamais se angustiou por não ser rico. Ele não era pobre, vivia bem, mas não era rico. Por alguns anos Jacó foi morar Labão e passou a trabalhar para ele em troca de receber Raquel como esposa.  Tudo corria muito bem. Através do trabalho de Jacó, Labão prosperou muito.  Mas tudo mudou quando  Jacó, já com a mulher que queria,  resolveu cuidar da própria vida e trabalhar para a própria família.   Não querendo perder "a galinha dos ovos de ouro", Labão propôs uma parceria. A história apesar de interessante é longa, então vou supor que você já a conhece. Não vou repeti-la. 

Labão prosperou com o novo negócio mas Jacó começou a se tornar mais rico do que Labão. Vendo isso Labão mudou os termos do acordo várias vezes, a seu bel prazer, com a intenção de se beneficiar e prejudicar Jacó, mas não adiantava: Jacó aceitava os termos impostos por Labão mas as coisas davam mais certo para Jacó do que para ele, de forma que ele ficava cada vez mais rico do que o sogro. Foi a partir daí que a felicidade e a satisfação de Labão terminaram. 
Para Labão já não importava mais o quanto ele mesmo havia prosperado COM A AJUDA DE JACÓ. Labão progredira, mas o que isso lhe importava? Jacó era mais rico e isso não lhe parecia justo. Por quê? Porque ele era INVEJOSO.
Jacó tinha o dom de fazer a riqueza crescer. Labão não tinha esse dom mas se beneficiava com o dom de Jacó, só que não conseguia enxergar  ou se alegrar com esse benefício.
Interessante é notarmos, no capítulo 31 de Gênesis, Jacó argumentando que todo e qualquer prejuízo, caso fortuito ou coisa maior, tudo era descontado de Jacó. A parte de Labão sempre era paga intacta. Todos os riscos, ônus, despesas e prejuízos "do negocio" eram suportados apenas por Jacó.  Se chovesse demais ou de menos, se um lobo comesse uma ovelha, se elas ficassem doentes, não importava o que acontecesse: Labão recebia o combinado sem descontos. Os riscos do negócio eram todos da responsabilidade de Jacó. Mesmo assim Labão se sentia injustiçado, ressentido, e repetia que "tudo é meu! As mulheres, os filhos, os bens! Você é um usurpador!"

A INVEJA faz as pessoas esqueceram tudo o que tem de bom para só olharem para a "situação injusta" de alguém ter mais do que elas.   Ao invés de, estando insatisfeita, procurarem aprender com os mais talentosos e seguir o mesmo caminho que eles para quem sabe tentarem a mesma sorte, ficam paralisados reclamando e com pena de si mesmos. A inveja paralisa.  Reduz a pessoa à posição de mero espectador, passivo e amargurado. 

A pessoa consegue um novo emprego, progride, passa a sustentar a família com mais tranquilidade... Mas nada disso o alegra simplesmente porque o patrão tem mais do que ele. Ele deseja que o patrão tenha prejuízo e quem sabe entre em falência, ainda que com isso ele afunde junto. 

Para o invejoso  o sucesso alheio incomoda muito mais do que o próprio fracasso. A pobreza própria dói muito menos do que a riqueza dos outros. Ele prefere a igualdade na pobreza do que qualquer melhora que implique em alguém possa melhorar mais do que ele.