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quarta-feira, 23 de maio de 2018

Fé × escuridão

Depois dessas coisas o Senhor falou a Abrão numa visão: “Não tenha medo, Abrão! Eu sou o seu escudo; grande será a sua recompensa!”  Mas Abrão perguntou: “Ó Soberano Senhor, que me darás, se continuo sem filhos e o herdeiro do que possuo é Eliézer de Damasco?” E acrescentou: “Tu não me deste filho algum! Um servo da minha casa será o meu herdeiro!”      Gênesis 15:1‭-‬3

Apesar de Gênesis 15:1-3 , Abraão foi chamado O Pai da Fé.
Abraão creu em Deus, largou tudo e viveu como nômade , mas ele teve sim seus momentos de medo e angústia . Não costumamos considerar isto. 
Fé nao é  entender: fé é CONTINUAR apesar de tudo.  Fé é sobrenatural, é a força necessária para não desistir mesmo quando não se está entendendo mais nada.
Em momento algum Abraão duvidou da experiencia que teve com Deus. Em momento algum ele duvidou de que Deus lhe falara. Suas angústias não eram dessa natureza.  Ele apenas não estava entendendo aquele momento específico da sua vida. Ele não estava entendendo a demora. Ele estava triste,  com medo e isso acontece - mas não permanece. São momentos.  Fé é  perseverar,  seguir em frente sabendo que a experiência que tive era autêntica e ser alimentada por isso.   Costumamos pensar que esses momentos de angústia são incompatíveis com a fé. Não são. Desistir é  que é  incompatível com a fé.  Somos humanos. A fé verdadeira vence apesar dos momentos pesados e assombrosos. Eu tenho fé. Você tem fé. Isso é  verdade apesar do nosso choro,  apesar das madrugadas cheias de indagações. Se "apesar da falta de fé " você continua obedecendo e seguindo a Cristo, você tem a fe-atitude que agrada a Deus. Você foi aprovado.

Mais adiante...

"Abrão trouxe todos esses animais, cortou-os ao meio e colocou cada metade em frente à outra; as aves, porém, ele não cortou. Nisso, aves de rapina começaram a descer sobre os cadáveres, mas Abrão as enxotava.  Ao pôr do sol, Abrão foi tomado de sono profundo, e eis que vieram sobre ele trevas densas e apavorantes..."  Gênesis 15:10‭-‬12

Abraão trouxe ofertas ao Senhor. As ofertas estavam corretas: eram exatamente as requeridas por Deus. Mas por algum motivo nada aconteceu e Deus não manifestou NADA que demonstrasse que havia recebido tais ofertas. E o tempo se passou e as aves de rapina rondaram querendo devorar o que havia sido oferecido ao Senhor.

Isso me lembra da parábola do semeador, quando as aves quiseram devorar algumas sementes que caíram a beira do Caminho.

DEUS demorava em responder ou demonstrar qualquer gesto acalentador.  As ofertas estavam ali, ridiculamente expostas diante de um silêncio deprimente. Nada acontecia e se continuasse a demora todas aquelas carnes apodreceriam.  Como entender um Deus desse?   Abraão apenas obedeceu mas o que se seguiu a essa obediência era estranho demais e ele não entendeu. Então lhe sobreveio medo, muito medo, e escuridão. E com certeza Abraão estava cansado. Mesmo assim ele não permitia que as aves devorassem a sua oferta. Ele continuava enxotando as aves numa luta aparentemente inglória, inútil. Não havia sentido nenhum naquilo. Até para nós,  que já lemos tantas vezes essa passagem, ela pode parecer estranha. Certamente  Abraão  estava cansado e se sentia muito só é com medo. E triste, possivelmente.  Demorou bastante até que Deus se manifestasse.

Foi uma longa noite.  As coisas não foram nada fáceis para Abraão.

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Vales...


"Então Jesus lhes respondeu:  — Voltem e anunciem a João o que vocês viram e ouviram: os cegos veem,   os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados e aos pobres  está sendo pregado o evangelho.  E bem-aventurado é aquele que não achar em mim motivo de tropeço."  Lucas 7:22‭-‬23

sábado, 12 de maio de 2018

De pais para filhos



Em Êxodo 20: 5,6 está escrito que “…Deus visita a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que o aborrecem e faz misericórdia até mil gerações daqueles que o amam e guardam seus mandamentos”.

“Não as adorarás, nem lhes darás culto; porque eu sou o SENHOR, teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem e faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos”. Êxodo 20:5-6.
“Tu usas de misericórdia para com milhares e retribuis a iniqüidade dos pais nos filhos; tu és o grande, o poderoso Deus, cujo nome é o SENHOR dos Exércitos” Jeremias 32:18.
Há questões aparentemente bem controversas na Bíblia. O assunto que vou tentar desenvolver é um deles. Não se trata de uma tese. É apenas uma exposição de como percebo esse assunto HOJE.  Amanhã talvez eu pense diferente ou quem sabe apenas me limite a descartar o que digo hoje. 

Pra começar:  Deus não castiga os filhos pelos pecados dos pais. Não existe "pecado hereditário". Quanto a isso eu concordo com o pensamento expresso nesse link: http://novotempo.com/namiradaverdade/existe-o-pecado-hereditario/


O que vejo é que desde Adão parece  que certas decisões, ou práticas de vida, nos transformam profundamente. Geneticamente? Parece que sim mas seria arriscado demais entrar na seara científica. Mas o que parece é que nos transformam duma forma misteriosa possibilitando que a alteração seja herdada - ou que afete a geração seguinte.

Vejamos: em Adão todos se tornaram pecadores. Por quê? Porque ele, sendo pai de toda a raça humana, tinha em si "os genes de todo mundo"  (digamos assim, em linguagem bem leiga e simplória).  Será que esse fenômeno aconteceu apenas no Éden? 

Parece mesmo que cada pessoa tem a capacidade de expandir suas características para gerações posteriores. E o mais interessante: temos a escolha de fazê-lo ou não. E mais: o que chamamos de "perdão dos pecados" pode significar uma limpeza muito mais radical do que supúnhamos.  


"Então se levantou Finéias, e fez juízo, e cessou aquela peste. E isto lhe foi contado como justiça, de geração em geração, para sempre.  Salmo 106:30-31.
Portanto, estou enviando a vocês profetas, sábios e escribas; a uns deles vocês vão matar e crucificar e a outros vão açoitar nas sinagogas sinagogas e vão persegui-los de cidade em cidade; para que sobre vocês caia todo o sangue justo, que foi derramado sobre a terra, desde o sangue de Abel, o justo, até ao sangue de Zacarias, filho de Baraquias, que vocês mataram entre o santuário e o altar.  Certamente afirmo que todas estas coisas serão cobradas esta geração. Mateus 23: 34-36
A sua semente será poderosa na terra; a geração dos retos será abençoada.  Salmo 112:2

Podemos observar que sutilmente a Bíblia parece nos permitir entender assim. Veja que as pessoas que buscaram a Deus "lá no começo do mundo" expandiram certas características suas para a posteridade, querendo ou não. Isso fica bem delineado quando lemos as genealogias. Os personagens mais corretos e piedosos geraram pessoas que se destacaram exatamente nessas características.   Desde Sete, Enos etc, vemos que os personagens mais envolvidos com Deus vinham de uma mesma linhagem na qual seus antepassados optaram por reverenciar a Deus e eles mesmos geraram pessoas muito abençoadoras. 

Por outro lado a linhagem de Caim, de Edon e de Can, como foi? Foi exatamente da descendência desses homens que surgiram povos cruéis, idólatras e que infernizaram por muito tempo os hebreus.  Can, ou Cão, foi o pai de Canaã. Canaã se tornou justamente a "terra prometida", o lugar a ser conquistado e a ter sua cultura apagada da história. Por quê?  Porque era uma cultura cruel, idólatra, ocultista.  

Não vou fazer um estudo exaustivo a respeito disso. Qualquer um pode pesquisar isso na Bíblia e ver que tem sido assim. 

Parece que pender  para o mal é muito mais sério do que costumamos pensar.  Uma pessoa que faz o mal pode repassar esse "vírus" por muito tempo para as gerações seguintes.   "Deus visita a maldade dos Pais nos filhos até a terceira e quarta geração e faz misericórdia até mil gerações daqueles que lhe obedecem".   Mas essa "visita" é uma visita de amor. É quando Deus dá a chance daquela maldade se manifestar para que seja destruída. Cada vez que descobrimos em nós características negativas de nossos pais, podemos renega-las ou reforçá-las. Então quanto Deus "visita a maldade" é para remexer e curar, não para punir uma geração pelo crime da outra. 

Tudo que Deus faz é por amor.

Obviamente para o ímpio tudo o que Deus faz parece injusto. É o Espírito Santo quem nos revela a "boa, agradável e perfeita vontade de Deus" e é ele quem nos convence "do pecado, da justiça e do juízo". Então se o Espírito não convencer o ímpio ele sempre verá injustiça onde só havia amor.   "... sempre seja Deus verdadeiro, e todo o homem mentiroso"  - Romanos 3:4.

Há leis na natureza que não se discute nem se muda. É tolice protestar contra elas. As coisas são como são. Há leis espirituais, ao contrário do que muitos pensam.  O mundo espiritual não é caótico. 

Deus é bom.  Nossas melhores características perduram por muito mais tempo do que as más. É o que lemos no texto sagrado. Além do mais, em cada geração Deus nos dá a chance de "matar a doença" da geração anterior. Isso não tem nada a ver com aquela coisa meio mágica de "maldição hereditária".  Cristo quebrou na cruz todas as maldições  (no sentido de condenação) que pesavam contra nós. Aqui se trata de característica genética, familiar, que constatamos todos os dias. Não há nada de sobrenatural ou maligno nisso. O sobrenatural está na cura, na interferência de Deus. O Diabo não tem nada a ver com isso. Vemos na Bíblia que isso parece ser possível devido a imensa misericórdia de Deus. Nada determina nosso destino. A cada dia podemos escolher entre seguir os caminhos dos nossos pais ou não, pois temos uma consciência. E cada escolha dessa pode neutralizar algo em nós. Neutralizar ou reforçar, dependendo da escolha. 

Com nossa atitudes podemos ADERIR à conduta dos nossos ancestrais e nos tornarmos condenados juntamente com eles (ainda que não façamos exatamente o que fizeram) ou podemos  quebrar essa cadeia. Veja se não é isso que o texto abaixo sugere:


"Ai de vocês, escribas e fariseus, hipócritas! Porque edificam os sepulcros dos profetas e enfeitam os monumentos que foram construídos em homenagem àqueles justos e  depois vocês dizem:   "Ah, se a gente existisse naquela época nunca nos associaríamos aos assassinos deles para derramar o sangue dos profetas."   Com isso vocês são testemunhas contra vocês mesmos e não deixam dúvidas de que são filhos daqueles assassinos.  A verdade é que vocês completam o que eles começaram, fazendo transbordar o copo que eles começaram a encher.  Serpentes, raça de víboras! Como podem achar que vão escapar da condenação do inferno?    Mateus 23:29-33     Em outro livro Jesus ironiza dizendo que "os pais de vocês matam e vocês constroem o túmulo. Só estão continuando a obra que eles começaram."    Eles devem ter ficado com ódio.
Ou seja: quando eu dou continuidade ou concordância aos mal-feitos dos meus antepassados, espiritualmente eu ADIRO a eles. 

Veja que naquele momento os escribas e fariseus não estavam matando ninguém! Mas para Jesus, que percebe o coração das pessoas, ele sabia que tais homens abrigaram dentro do si o mesmo "vírus assassino" que existia nos pais deles, tornando-se dessa forma tão assassinos quanto eles.  Eles abrigavam em si inveja, ódio, ciúme, raiva de ouvir a verdade e indisposição para o arrependimento. Na presença de Jesus seria a ocasião perfeita para eles quebrarem aquela corrente maligna que os associava aos pecados dos seus pais. Mas isso não aconteceu e Jesus disse que eles se tornaram CÚMPLICES do que os seus antepassados fizeram. 

Parece estranho? Bem, são leis espirituais. E perceba o quanto é generoso da parte de Deus nos dar a chance numerosas vezes nas várias gerações seguintes de "tirarmos nosso nome do rol desse processo de condenação".  Isso é "visitar a maldade". Que visita benigna!

Isso é muito sério. Quando não "matamos" (através da confissão e da mudança de atitude) o vírus do mal, a condenação dos nossos pais é visitada em nós. Não poque tenhamos feito a mesma coisa exteriormente mas porque ao ADERIRMOS À CONDUTA DELES com as mesmas atitudes, tomamos para nós a mesma condenação.  Creio que a conversão seja a quebra disso tudo. Os fariseu não tiveram simplesmente a chance mágica de "quebrar a maldição". Eles tiveram a chance de se converterem e serem perdoados. Aí Jesus apagaria tudo! Mas a falta de arrependimento nos liga a uma enorme cadeia de condenação.

Bem, é isso o que me parece lendo esses textos. O que, por fim, fica ressaltado é a imensa paciência e misericórdia de Deus que a cada geração, e por séculos, todos os dias, nos dá a chance de quebrar o mal e nos dá a oportunidade de abençoarmos a geração seguinte. As misericórdias do Senhor se renovam a cada manhã!

Não há mal sem cura - se quisermos nos curar do mal.  Graças a Deus que nos dá a vitória por nosso senhor e salvador Jesus Cristo.

Você concorda com essa interpretação?

terça-feira, 8 de maio de 2018

A tal "roda dos escarnecedores"



A Bíblia é um livro que exalta a alegria como sendo uma bênção. Ao mesmo tempo lemos passagens como essas:   "É melhor ir à casa onde há luto do que ir à casa onde há banquete , porque naquela está o fim de todos os homens, e os vivos refletem sobre isso" (Ec. 7:2)  e "O coração dos sábios está na casa do luto, mas o coração dos tolos na casa da alegria" (Ec. 7:4).

A questão aqui não é que a alegria não seja boa. A advertência não é contra a alegria mas contra o perigo da A FALTA DE REFLEXÃO, o desapego a pensamentos mais relevantes e profundos, o pendor para o que é bobo, ralo, que não edifica.

Em qual ocasião refletimos sobre a transitoriedade da vida, sobre os  nossos valores e prioridades? É mais fácil isso acontecer em um funeral do que numa festinha. Em festas a gente não quer pensar em nada, só em curtir a vida. Só que precisamos de reflexão.

A Bíblia diz que não é bom aceitar conselho de impio, submeter-se à influencia dos pecadores (deter-se em seu habitat) e deixar-se seduzir pela diversão fácil da zombaria

Se a alegria em si pode se tornar anestésica, abobalhante, a zombaria muito mais!   Deter-se na "roda dos escarnecedores" é perder tempo divertindo-se com bobagens e aos poucos se desapegar da arte da reflexão.  

A zombaria é sedutora, divertida. Mas traz o risco de corroer aos poucos duas coisas que deveriam ser preservadas:  1) nossa reverência por assuntos e pessoas que merecem respeito; 2)  Nossa disposição para reflexões profundas. 

A zombaria traz preguiça mental, cria espíritos ralos.  E tanto a preguiça mental quanto a disposição para a futilidade, ambas as coisas são incompatíveis com os desafios do evangelho.  A Bíblia nos encoraja o tempo inteiro à reflexão e auto análise.  Abrir mão disso é abrir mão do crescimento espiritual, do entendimento da vida e do auto conhecimento.

Leia  Jr. 15:17, Provérbios 19:29.

sexta-feira, 4 de maio de 2018

CUIDADORES DA NATUREZA

"E Deus os abençoou e lhes disse: — Sejam fecundos, multipliquem-se, encham a terra e sujeitem-na. Tenham domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra. E Deus disse ainda: — Eis que lhes tenho dado todas as ervas que dão semente e se acham na superfície de toda a terra e todas as árvores em que há fruto que dê semente; isso servirá de alimento para vocês. E para todos os animais da terra, todas as aves dos céus e todos os animais que rastejam sobre a terra, em que há fôlego de vida, toda erva verde lhes servirá de alimento. E assim aconteceu." Gênesis 1:28‭-‬30

."Tu o fizeste dominar as obras das tuas mãos; sob os seus pés tudo puseste:  todos os rebanhos e manadas, e até os animais selvagens,  as aves do céu, os peixes do mar e tudo o que percorre as veredas dos mares".
Salmos 8:6‭-‬8 

Deus nos chamou para sermos bons mordomos da sua criação. Ou "bons despenseiros da multiforme graça de Deus" (I Pedro 4:10). Tambem é  bom lembrar que "Deus deu a terra aos seres humanos"  (Salmo 115:16).

Esse conceito bíblico tem sido duramente atacado atualmente. A ideia que predomina hoje é  a de que o homem está no mesmo nível das minhocas, cachorros e cobras e que  seria  errado imaginar que somos especiais em relação a eles.   A sociedade moderna prega que a crença de que somos iguais a qualquer irracional tira de nós o sentimento de termos direito de depredar o mundo. É que acreditar que somos seres superiores a eles nos daria o direito de fazermos o que quisermos.  Nao é  verdade. Muito pelo contrário!  Qual a responsabilidade de um elefante ou um peixe na preservação do planeta? Nenhuma.  Eles têm participação mas não tem responsabilidade. Se sou como eles também não tenho responsabilidade nenhuma.

O que destroi a nagureza é  o coracao humano afastado do seu criador.

Entendo que existe uma espécie de "hierarquia" no mundo e que  isso foi idealizado por Deus. Mas por que esse conceito de "hierarquia" tem sido tão atacado?

Primeiro porque esse conceito deriva da ideia de que Deus criou o homem e o fez a sua imagem e semelhança.  Segundo: porque o homem moderno é  essencialmente rebelde e  se posiciona  contra  toda e qualquer ideia de hierarquia ou autoridade. 

O problema real é que o homem se distanciou do seu criador e por conseguinte se desafeiçoou da natureza também. Isso nos  levou a uma deturpação: ao invés de cuidar do planeta nós o exploramos. Ao invés de usar com sabedoria, depredamos.  

Igualarmos os humanos aos irracionais não aumenta em nada a nossa responsabilidade e consciência  pela preservação do planeta. Pelo contrário. Qual a responsabilidade de um urso ou de um peixe na preservação do planeta? Nenhuma.   Ele podem cooperar de forma inconscientemente e até acidental mas não tem RESPONSABILIDADE. 

Rebaixar o ser humano não o responsabiliza, pelo contrário: isenta-o. 

Jesus disse "errais não conhecendo as escrituras nem o poder de Deus."  Em primeiro lugar Deus não nos deu o mundo como quem dá um brinquedo a uma criança. Não nos deu  para usarmos como quiséssemos. Ele nos entregou o mundo no sentido de nos RESPONSABILIZAR pela sua preservação e uso consciente.

O diabo sempre quer culpar a Bíblia e inocentar os pecadores. Precisamos entender que o mal está no homem, não nos conceitos bíblicos. Os seres humanos é  que se deixaram seduzir pela ambição e egoísmo. 

domingo, 1 de outubro de 2017

Os olhos de Hamã



"...   Hamã, porém, se refreou, e foi para sua casa; e enviou, e mandou vir os seus amigos, e Zeres, sua mulher. E contou-lhes Hamã a glória das suas riquezas, a multidão de seus filhos, e tudo em que o rei o tinha engrandecido, e como o tinha exaltado sobre os príncipes e servos do rei.
Disse mais Hamã: Tampouco a rainha Ester a ninguém fez vir com o rei ao banquete que tinha preparado, senão a mim; e também para amanhã estou convidado por ela juntamente com o rei.
Porém tudo isto não me satisfaz, enquanto eu vir o judeu Mardoqueu assentado à porta do rei."

Ester 5:10-13

Uma das atitudes mais nocivas em nossas vidas é a INGRATIDÃO. O exemplo citado é de uma pessoa que foi ingrata com a vida. Alguém que recebera todas as glórias possíveis, conforto, riqueza, família, amigos.  Hamã tinha tudo mas quando o coração é ingrato o TUDO é insuficiente. 

Hamã vivia amargurado porque lhe faltava receber a honra de uma única pessoa. Todos os milhares de reverências recebidas não eram suficientes, não lhe faziam feliz:  "Porém tudo isto não me satisfaz, enquanto eu vir o judeu Mardoqueu assentado à porta do rei."   Esse é um estado doentido da alma que leva a uma sequência de fracassos aparentemente inexplicáveis.

Quantas vezes nós nos encontramos em situação semelhante a de Hamã?  Deus nos dá de tudo, nos dá bênçãos que outras pessoas talvez até invejam, às vezes!  Temos comida, paz, moradia, saúde, amigos, família, boas roupas, conforto... Mas nada disso é suficiente enquanto...

Enquanto o quê?  O que foi que você elegeu para infernizar sua própria vida?   O que foi que você elegeu para, em não tendo, valer mais do que o mundo inteiro?  Qual a falta que lhe atormenta e que apagou por completo o seu espírito de gratidão?  

Essa ingratidão cega foi a ruína de Hamã.

"... E contou Hamã a Zeres, sua mulher, e a todos os seus amigos, tudo quanto lhe tinha sucedido. Então os seus sábios e Zeres, sua mulher, lhe disseram: Se Mardoqueu, diante de quem já começaste a cair, é da descendência dos judeus, não prevalecerás contra ele, antes certamente cairás diante dele."    Ester 6:13

Podemos usar a figura de Mardoqueu como sendo aquilo que falta ou aquilo que nos incomoda.  Aquilo que temos que encarar todos os dias e que nos faz esquecer de tudo o mais. Mardoqueu é aquela luta que não precisávamos ter. É o fardo que não precisávamos carregar.  Por que não orar para que Deus o afaste de nós? Não, não ore. Deus não vai afastar Mardoqueu do seu caminho. Você é que tem que aprender a ser gente. Essa oração não será atendida porque o mal está dentro de você, não fora. Não no outro.

Se a ingratidão continuar a ser acalentada em nosso coração estaremos perdendo a luta contra Mardoqueu porque estaremos tão cegos que não entenderemos que a luta não é propriamente contra ele, mas contra nós mesmos. 


"Se Mardoqueu, diante de quem já começaste a cair..."

Se colocarmos toda a nossa paz, toda a nossa gratidão no lixo por causa de um único Mardoqueu, cairemos. Se sua vida é assim você já começou a cair.  É tempo de despertar!


"Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei:
Pai, pequei contra o céu e perante ti..."