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domingo, 11 de setembro de 2016

Tipos de experiência

Durante minhas leituras bíblicas me chamou a atenção às seguintes palavras de Jesus: "Enquanto Jesus dizia estas coisas, uma mulher da multidão exclamou: "Feliz é a mulher que te deu à luz e te amamentou!"  Ele respondeu: "Antes, felizes são aqueles que ouvem a palavra de Deus e lhe obedecem."

Vimos aqui nesse episódio dois tipos de experiência que podemos ter com Cristo: uma experiência puramente física e uma experiência espiritual. Parece que do ponto de vista humano talvez nada seja mais íntimo do que dar à luz um filho e em seguida amamentá-lo. Porque até mesmo o sexo, entre um homem e uma mulher, não parece ser tão íntimo pois falta o envolvimento profundo e o tipo de amor e doação que existe entre mãe e filho. Não, talvez um sexo apaixonado não seja tão íntimo quanto parir e amamentar. Pois bem, ter um contato físico, material com Jesus, não muda a vida de ninguém. 

Algumas pessoas recebem curas milagrosas mas não mudam de vida. Foi um contato íntimo, maravilhoso com Jesus, mas puramente físico.  A pessoa pode ter uma experiência REAL com o poder de Deus e mesmo assim ser uma experiência puramente física. Isso não salva, não dá paz, não faz ninguém feliz. Assim como ser mãe de Jesus, por si só, não faria de Maria uma mulher bem aventurada. Certamente ela o foi! Mas não apenas por ter dado à luz a Jesus, mas por ter crido no evangelho e deixado que essa luz entrasse em seu coração. Se Maria tivesse sido apenas "aquela que gestou Jesus", sua não teria sido realmente iluminada. O que a abençoou mesmo foi ouvir a palavra de Deus e guardá-la, torná-la a prática da sua vida. O que a fez bem aventurada foi a sua fé em prática. 

Existem várias outras situações nas quais poderíamos dizer que "recebemos um toque de Jesus". Mas qual a profundidade desse contato? 

Há os que invejam aqueles que expulsam demônios ou fazem "sinais e prodígios". Quantas vezes exclamamos "feliz é o fulano de tal, que ganhou tantas almas pra Jesus!"  Mas quem garante que ele não ouvirá, no final dos tempos, um "nunca vos conheci"? Quem garante que ele não foi usado por Deus como a mula de Balaão? 

 Pode ter sido uma experiência linda, mas sem profundidade. 


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