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domingo, 5 de janeiro de 2020

Sem novidades

  • "Ora, Daniel se destacou tanto entre os supervisores e os sátrapas por suas grandes qualidades, que o rei planejava tê-lo à frente do governo de todo o império. Diante disso, os supervisores e os sátrapas procuraram motivos para acusar Daniel em sua administração governamental, mas nada conseguiram. Não puderam achar nele falta alguma, pois ele era fiel; não era desonesto nem negligente. Finalmente esses homens disseram: “Jamais encontraremos algum motivo para acusar esse Daniel, a menos que seja algo relacionado com a lei do Deus dele”.  Daniel 6: 3-5

Interessante como o mundo não muda. Os políticos não mudam. Há uns 2.500 anos atrás já havia gente "manipulando o judiciário" em proveito próprio e para prejudicar os outros.   

De fato, como diz Salomão,  "não há nada novo debaixo do sol."

Relendo a história de Daniel vemos que ele alcançou altos postos da antiga Pérsia.  Trabalhou inclusive como fiscal dos governadores.  O "problema" é que ele não era corrupto,   motivo pelo qual despertou muito ódio entre seus pares, os  governadores corruptos.  Como não conseguiram encontrar nenhum "furo" em sua vida para tê-lo nas mãos, conspiraram para a criação de uma nova lei que o comprometesse.   

Isso sempre aconteceu ao longo da história!   Isso continua acontecendo no Brasil e no mundo, onde grandes corporações são capazes até de  "comprar" leis segundo seus interesses.  Mas ainda assim Deus age e muda destinos quando a igreja ora.  Daniel foi levado cativo mas foi abençoado e foi abençoador por onde passou.  Assim foi com José e com diversos outros personagens bíblicos.   Ninguém pode deter o Soberado e quando ele quer abençoar abençoa, não importa o que o diabo esteja tramando.  Ao longo da história vemos e ainda veremos os propósitos de Deus sendo implantado e o juízo de Deus sendo levado a efeito.

Por que nos espantamos tanto com as manobras do mal?  Senhor, que nossos olhos se voltem para o que é verdadeiro, essencial e infalivel.

Não nos deixemos enganar: nada há de novo debaixo do sol e ainda assim nenhuma manobra maliga pôde parar o agir de Deus.

sábado, 4 de janeiro de 2020

Condenados pelo mundo

  • "E, havendo-o crucificado, repartiram as suas vestes, lançando sobre eles sortes, para saber o que cada um levaria. E era a hora terceira, e o crucificaram. E, por cima dele, estava escrita a sua acusação: O Rei dos Judeus" .  Marcos 15:24-26

Jesus era de fato o rei dos judeus e essa verdade o condenou. Assim deveria ser toda a acusação lançada  contra o cristão:  uma verdade que o mundo não suporta ouvir.

  • "Porque é coisa agradável, que alguém, por causa da consciência para com Deus, sofra agravos, padecendo injustamente.Porque, que glória será essa, se, pecando, vocês apanham e sofrem ? Mas se, fazendo o bem vocês são  afligidos e o sofrem, isso é agradável a Deus."   1 Pedro 2:19,20

Por duas vezes, recentemente, fui veementemente hostilizada só por mencionar o nome de Jesus. Não falei em religião, não falei em igreja, não critiquei a crença de quem veio me pedir ajuda por estar sendo atormentado por espíritos maus.   Apenas apontei Jesus como bálsamo, como solução, como salvação e luz. Falei sobre fazer uma aliança com ele, uma aliança de devoção e fidelidade que traria proteção e paz. Bastou mencionar o nome de
Jesus que o diálogo acabou e recebi  hostilidade de evolta.   

O nome de Jesus faz pessoas espiritualmente perturbadas se sentirem como se estivessem sento agredidas.  Elas alteram o tom da voz. Se transformam  e dizem "não quero saber de reigião! Não me fale desse Jesus! Ja sei que você vai me criticar! Já sei que vai querem me meter em uma igreja! Eu já tenho Jesus! ele está comigo! Não me fale "do jesus das religiões"!"  

A fim de justificarem para si mesmas a estranha mudança de humor que elas também  percebem mas não entendem, explicam a estranha  repulsa como "trauma de religião".   Não conseguem entender que Jesus é uma pessoa, não uma religião. 

 A  repulsa é espiritual. Difícil de admitir. Melhor misturar Jesus com religiao e dizer que odeia apenas a segunda. Para elas fica emocionalmente confortável   dizer que o ódio é contra as religiões. Só que o nome que as deixa inquietas e irritadas é simplesmente esse:  JESUS. 

O espírito que as acompanha odeia esse nome.  Quem prega é agredido.  O nome de Jesus afronta os demônios que perturbam suas vidas.

 Esses episódios acima me deixaram bem triste mas depois lembrei que "se fazendo o bem sois afligidos e o sofreis, isso é agradável a Deus."

Sim, se sofremos pela verdade, receberemos nosso galardão. Não somos aprovados por Deus apenas quando somos "bem sucedidos" em nossas pregações mas também quando somos esculachados falando a verdade de Deus.

Jesus foi crucificado por dizer e viver uma verdade. Nós também temos nossos sentimentos agredidos  e o "nosso eu"  crucificado por causa da verdade. Bem aventurados sois.

Notas
Algumas verdades insuportáveis para os que perecem :

-  "Você é pecador". O mundo prega que não existe certo nem errado.  
- "Perdão  é algo bom,  que deve ser tanto buscado quanto praticado. A sociedade que fala em amor, empatia, que "nao devemos julgar"   é a mesma sociedade que não suporta ouvir falar em perdão. Acham que não devem nada a Deus mas quando alguém peca contra eles consideram o ato indesculpável.
- Só existe um Deus verdadeiro. 
- Existe verdade e existe mentira. 
- Existe o certo e existe  o errado.



sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

Cálice



A Bíblia nos mostra vários motivos pelos quais Deus não nos dá aquilo que pedimos. Pois esse texto de Marcos nos aponta mais um motivo pelo qual o Senhor às vezes não nos atende: ele SABE que não temos em mente o "preço"  que acompanha aquele pedido. 

 Vocês querem assentar à minha direita e à minha esquerda? Sério? Sabem o que isso significa? Sabem qual o cálice que teriam que beber para  chegar a tal honraria?

A questão é que queremos o poder e unção do apóstolo Paulo mas não queremos beber nem uma gota do cálice que ele bebeu. Queremos suas viagens sem os seus sobressaltos e naufrágios, queremos  as pregações sem as  prisões e a  perseguição.  Queremos todos aqueles amigos e irmãos que o cercavam mas não suportaríamos a traições e abandonos que se seguiram. Entraríamos em crise.  

Queremos uma  linda família dentro de um casamento estável mas não admitimos nem por um momento  beber o cálice do perdão, das  renúncias, da doação, da partilha.  Não admitimos perdoar uma afronta nem gastar 100% do que ganhamos no mês para manter aquela família dos sonhos. Queremos somente as facilidades. 

E por aí vai: queremos sucesso financeiro mas não admitimos trabalhar nem dez minutos além do que planejamos. Queremos passar em um concurso mas não queremos beber o cálice de renunciar amigos, diversão, viagens e namoro por meses e meses, às vezes anos, para conseguir aprovação. Queremos a fama mas não admitimos ser incomodados em nossas horas de descanso.

Mas nem sempre a questão é consciente. Nem sempre pensamos "ah, não quero passar por isso!" Frequentemente PENSAMOS QUE PODEMOS beber do cálice. Como Pedro antes de negar a Cristo, juramos que podemos aguentar a barra.   Pensamos que estamos prontos, que conseguimos. Mas Deus sabe mais do que nós. Não nos conhecemos tão bem assim.  Ele sabe que algumas orações, se atendidas, rapidamente se transformariam em um pesadelo. Por misericórdia ele  nos diz que "não".

Você conhece alguém que tem a vida que você pediu a Deus? Ou o ministério que você pediu a Deus? Será que você beberia o cálice que essa pessoa bebeu?  

Talvez você responda apressadamente que  SIM , como Pedro. Mas vou te lançar mais uma pergunta:  esse cálice que você pensa que encara, você sabe mesmo qual é? Sabe exatamente do que se trata? 





















quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

Os filhos de Belial





Essa citação bíblica já me passou despercebida muitas e muitas vezes mas agora vejo que há nela um ensino muito profundo e verdadeiro que eu ainda não havia notado.  Uma lição de vida.

A Palavra de Deus nos  diz que um dia Deus  julgará o mundo com justiça e os povos com equidade. Há várias passagens que falam sobre o julgamento final, quando o Senhor irá separar os bodes das ovelhas. Jesus também nos  advertiu de  que não deveríamos nos apressar em fazer essa separação agora, pois o trigo é muito parecido com o joio e poderíamos acabar cometendo erros graves. Por isso ele disse que no últimos dia seus santos anjos fariam essa separação. Não somos anjos, somos seres humanos com a visão muito imitada.

Mas nesse texto de II Samuel vemos outro motivo pelo qual não devemos fazer questão de fazer logo alguma coisa com nossas próprias mãos. O motivo é que os seguidores do mal são como espinhos. É impossível feri-los sem nos ferirmos também.  Eles são como espinheiros, não podem ser tocados com as mãos.

O mandamento de não tocá-los não visa proteger a eles, mas a nós! Meu Deus, como eu entendia isso errado!     Deus não quer que nos firamos desnecessariamente.  No tempo certo ele arrancará esses espinheiros  de sua plantação. Só ele pode fazer isso sem se prejudicar. Nesse momento me passa pela cabeça rapidamente quantas lutas inglórias já presenciei na qual uma pessoa coberta de razão acaba sendo  massacrada ao tentar esclarecer uma intriga ou impedir a ação de um mau caráter.

Vejo o quão verdadeira é essa orientação quando olhamos o quanto sofrem aqueles que desejam impor a  justiça e arrancar os maus do seio da sociedade.

A ideia do texto não é anular leis penais. A Bíblia não é direcionada a organizações  mas a PESSOAS.  Ela nos adverte: "Cuidado! Eles são espinheiros! Você vai se machucar. Não dá pra esperar o meu agir?"

Não sugiro que sejamos omissos diante de uma injustiça  ou diante do sofrimento alheio. Mas vejo que precisamos de sabedoria para distinguir uma luta necessária de uma luta desnecessária que só vai nos ferir.












quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

À espera de um milagre


Por volta da meia-noite, Paulo e Silas estavam orando e cantando hinos a Deus; os outros presos os ouviam.

De repente, houve um terremoto tão violento que os alicerces da prisão foram abalados. Imediatamente todas as portas se abriram, e as correntes de todos se soltaram. Atos 16: 25 a 26

Quando Deus quer que aconteça,  acontece. Paulo e Silas não pediram por esse milagre. Talvez nem ocorresse às suas mentes essa possibilidade! Eles estavam em paz, apenas. Deus fez um grande milagre porque tinha planos, não porque Paulo ou Silas "mereceram" ou estavam cheios de fé . Não é como "dar o troco pelos merecimentos alcançados".    

Milhares de outros servos de Deus estiveram presos ao longo da história em situação semelhante e não foram libertos.  Lembre disso. Será que eles eram menos fiéis? Oravam menos? Ou estavam "fora da vontade de Deus"?  

 Não há na Bíblia uma promessa de que você sempre será liberto. José passou anos preso. O próprio Paulo foi preso e executado em outra ocasião e não houve milagre de livramento.   Não há garantia de que essas coisas extraordinárias acontecerão sempre. Precisamos entender isso ou viveremos angustiados e "decepcionados com Deus". O milagre não é necessariamente um carimbo de aprovação. Não se sinta culpado quando o milagre não acontece.  Milagre é  SOBERANIA de Deus.  Muitos servos aprovados  morreram sem ver os  milagres pedidos. 

Apenas mantenha-se fiel.

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Observando e participando, com o coração benigno, do mundo ao meu redor

"Na tribo de Manassés havia cinco irmãs que se chamavam Macla, Noa, Hogla, Milca e Tirza. Eram filhas de Zelofeade e descendentes diretas de Héfer, Gileade, Maquir, Manassés e José. Elas foram falar com Moisés, com o sacerdote Eleazar, com as autoridades e com todo o povo, na entrada da Tenda Sagrada . Elas disseram:  — O nosso pai morreu no deserto e não deixou filhos homens. Ele não estava entre os seguidores de Corá, que se revoltaram contra Deus, o Senhor , mas morreu por causa do seu próprio pecado. Não é justo que o nome do nosso pai desapareça do meio do seu grupo de famílias só porque não teve nenhum filho homem. Dê uma propriedade para nós entre os parentes do nosso pai.  Moisés levou o caso delas ao Senhor , e o Senhor disse:  — O que as filhas de Zelofeade estão pedindo é justo. Você deve dar a elas uma propriedade entre os parentes do seu pai. A herança do pai deve passar para elas. Diga ao povo de Israel que, quando um homem morrer sem deixar um filho homem, a filha deverá herdar a propriedade dele. E, se não tiver filhas, então a sua propriedade deverá ser dada aos irmãos dele. Porém, se ele não tiver irmãos, a sua propriedade deverá ser dada aos irmãos do seu pai. Se também o pai dele não tiver irmãos, a sua propriedade deverá ser dada ao parente mais chegado da sua família, para que tome posse dela. Os israelitas devem obedecer a essa lei como eu, o Senhor , tenho ordenado a você, Moisés."      Números 27:1‭-‬11

Deus ditou leis a Moisés e lhe expôs o que era justo.  Mostrou leis justas e muito boas mas parece não ter colocado nelas um ponto final, necessariamente. Explico:

Lendo o texto podemos notar que Deus deixou,  sim,  um espaço para que o ser humano continuasse como legislador. Suas leis visavam principalmente a preservação da vida, e vida com qualidade.  As leis dadas por Deus eram justas, boas, mas não abrangiam todas as múltiplas nuances da vida. Havia, e há, uma base necessária: o amor. Mas em cima dessa base podemos ver que a construção pode ser adaptada à situações novas, justas e reais. 

Já pensou se Moisés apenas dissesse ás filhas de Zelofeade: "Deus não me disse nada disso. Voltem pra casa e se conformem. A Lei de Deus é perfeita e se ele não  me falou nada sobre isso é porque o pedido de vocês não tem cabimento."  Já pensou?  Aí está a diferença entre ser LEGISLADOR e ser LEGALISTA. 

Deus sempre quis agir em PARCERIA com o homem. Por isso vemos que suas leis não tinham um caráter conclusivo que nos poupasse de pensar sobre novas questões.  Penso que teremos que dar contas a Deus, entre outras coisas, do cérebro que ele nos deu. Não somos como irracionais ou robôs, guiados como que por um chip que nos determina e limita. Não!  Temos responsabilidade como seres sociais e pensantes. As leis de Deus nos instiga a raciocinar, evoluir na busca do bem comum. Deus nunca pretendeu que fôssemos passivos. Ele nos instiga a buscar SOLUÇÕES para os conflitos  que surgem o tempo todo.

Vejamos essa lei sobre a situação de um homem que só tivesse filhas. Por que Deus não a ditou logo a Moisés?   Você já se perguntou isso?   Deus esqueceu? Ou não quis? e por quê não quis?

Esse não é  o único caso em que as pessoas têm que parar pra pensar e buscar o que é  justo para uma situação real.

Somos desafiados a enfrentar a realidade, não a negá-la. Precisamos continuar pensando e repensando várias questões práticas. Isso não é pecado; é plano de Deus para nós.  Estamos inseridos na sociedade como seres dinâmicos e úteis desafiados a questionar se um costume ou lei ainda representa justiça para nós HOJE.

O texto acima mostra claramente que não precisamos ficar  imobilizados no  passado. Podemos seguir em busca de um mundo melhor.   Devemos consultar o Senhor, consultar o amor como base, consultar Jesus como exemplo e chave que soluciona conflitos. Isso tudo requer dinamismo e pensar constante. Nada a ver com acomodação religiosa empoeirada.
Mas observe: Moisés não se limitou a instituir uma nova lei.  Ele primeiro foi a Deus para saber se aquilo seria bom  e justo e só  então criou a nova regra.    Enquanto consultarmos o Senhor poderemos criar,  inovar, aperfeiçoar, atualizar,  porque Deus nos fez seres criativos.  E seja o AMOR a base de tudo. 

Pense que "tudo aquilo que ligares na terra terá  sido ligado nos céus e tudo o que desligares na terra terra terá sido desligado no céu".  Isso quer dizer alguma coisa, não é?    Isso fala de PARCERIA com Deus.

Uma mulher com uma saia na altura do joelho pode parecer recatada hoje, mas certamente seria extremamente devassa há 70 anos atrás.  Sim, Deus não muda, mas o conceito de pecado muda, e muito.

Qual o sentido desta regra se o dinamismo for pecado e estiver fora de questão? Se já está tudo escrito, pronto e acabado, qual o sentido dessa frase de Jesus?

"Se de alguns perdoardes os pecados ser-lhe-ão perdoados e se os retiverdes, serão retidos. "
O QUE É ISSO A NÃO SER UM DESAFIO?  Não estaria Ele nos DESAFIANDO a usar de EQUIDADE,  misericórdia e bom senso ao analisarmos uma questão da vida PRESENTE?


segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Bandeiras

"Assim, o povo de Israel fez tudo como o Senhor havia ordenado a Moisés. Eles acamparam, cada grupo debaixo da sua própria bandeira, e cada israelita começou a marchar com o seu grupo de famílias." Números 2:34

Note que a nação hebraica não era tudo um caldeirão só.   Era um só povo sim, mas havia organização.  Para fins de organização, identificação, localização e atribuições eles eram "separados" em grupos:  por tribo,  família ,  atribuições,  faixa etária...  Note: não há nada de errado nisso.

A realidade é assim. Todos temos o mesmo valor. Isso não significa dizer que somos todos iguais. Valor é uma coisa, semelhança é outra.  Havia momentos em que era necessário saber quantos rapazes aptos para a guerra havia. Em outros momentos era necessário saber quantos trabalhavam com madeira ou com ferro (isso geralmente eram profissões tradicionais de cada família), quem tecia, onde estavam os músicos ou os pastores; quantos sacerdotes havia, quantas crianças, quantas mulheres.  Era necessário saber o tamanho de cada tribo para dividir a terra conquistada. Era necessário saber  quem era quem.

Devemos ser práticos, inteligentes. Se para organizar nossa caminhada e andarmos juntos fica mais fácil  dividir "cada um debaixo da sua bandeira"", que assim seja. Qual o problema?
   
No corpo de Cristo nem todos são pernas, nem todos são braços. Mas por sermos todos do mesmo corpo nem por isso os membros estão todos misturados: cada um tem o seu lugar perfeitamente identificável.  

Nossa bandeira é  Cristo.  As outras ditas "bandeiras" são meros instrumentos de identificação e organização. Nem todos temos os mesmos dons nem os mesmos gostos nem caminhamos no mesmo ritmo.  Cada "tribo" se junta e se identifica por questão de nascimento,  costumes, preferências,  laços afetivos...  Não vejo utilidade prática alguma  em negar ou lutar contra isso.

Mas e se todos fôssemos idênticos?  Tudo não seria mais simples? Ou mais harmônico?  Não sei responder. Só sei que mais interessante não seria, definitivamente. A diversidade é o que nos colore.

Tudo deveria ser diferente? Não é tão útil imaginar como deveria ser. Se quisermos avançar precisamos saber COMO AS COISAS SÃO.   Ninguém vive de suposições ou fantasias.

Vamos fazer o melhor com a realidade que temos hoje.   Hoje somos um só rebanho, um só pastor, mas viajamos cada qual conforme o costume do seus país, conforme sua idade e suas simpatias fraternas.  Cada qual debaixo da sua bandeira, mas juntos e na mesma direção.  Por que não?