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terça-feira, 5 de agosto de 2014

Vinho velho

"E ninguém quer vinho novo depois de beber vinho velho, pois diz: "o vinho velho é melhor". 
Lc 5:39

Somos irremediavelmente marcados pelas lembranças do passado. Elas nos moldam. O primeiro amor, o primeiro emprego, a primeira viagem sozinhos. Isso se aplica, claro, às experiências relacionadas à nossa espiritualidade. Quando somos marcados pelo "bom e velho Evangelho"  nenhuma novidade nos parece atraente.

Hoje não tenho sentindo falta nenhuma de novas "sacadas" dentro da Bíblia.   Tudo o que meu coração pede é que as velhas verdades, robustas e imutáveis,  continuem chegando a mim e jamais deixem de me parecer doces e cativantes.   Quero poder continuar ouvindo a mesma história que ouvi de meus pais quando eu era criança; a nesma história que mudou a perspectiva de vida do meu pai e que foi o consolo e esperança de toda a vida da minha mãe.

Aparentes novidades podem ser muito bem aceitas pelos mais jovens. Desisto de lutar contra elas.. Afinal está dito que o vinho novo se dá muito bem em odres novos. Mas já entendi que sou um odre velho. Não devo me forçar a suportar coisas que minha natureza não digere mais.  Nem me forçarei a ter uma elasticidade que meu corpo não suporta. Sou um odre velho,  estou feliz assim. Há lugar no Reino também para pessoas como eu.

Depois de provar o vinho velho, não tentem conquistar meu paladar  com o vinho novo. É inútil! Porque  vou sempre achar que o velho é muito melhor.

sábado, 2 de agosto de 2014

Inteireza

"Amazias fez o que é agradável a Deus, o Senhor, porém não foi tão correto como o seu antepassado, o rei Davi; pelo contrário, fez aquilo que o seu pai Joás havia feito. Ele não derrubou os lugares pagãos de adoração, e o povo continuou a oferecer sacrifícios e a queimar incenso nesses lugares". (2 Reis 14:3-4)

Semelhantemente a outros reis, Amazias foi fiel a Deus e isso ficou registrado como memorial. Mas como muitos outros reis também,  ele não foi até as últimas consequências em sua determinação de servir a Deus.

Amazias foi fiel na sua particularidade de vida, dentro do seu coração, na sua intimidade. Isso é muito bom e tem valor diante de Deus. Mas como seus antepassados, não fez nada para evitar que o povo pecasse. Preferiu não interferir, não  influenciar. Não advertiu o povo a respeito do risco de viver longe de Deus, de optar pela infidelidade. Sendo rei, e tendo autoridade como líder, Amazias nada fez para dificultar a prática da idolatria. Não usou da sua autoridade para exercer uma influência benéfica. Levou sua vida de fidelidade aparentemente solitária, sem se importar com os demais. 

A isso chamamos, atualmente, de INDIVIDUALISMO.  E essa atitude é mencionada na Bíblia como FALTA DE INTEIREZA. 

A dificuldade em se ver como parte de um povo, parte de uma nação, como um grupo ou como igreja. O esquecimento de que nossos destino é comum, e o mal que sobrevier ao nosso povo será também sofrido por nós.  Não vivemos em uma bolha.  

A insistência em viver um vida cristã eremita onde ninguém se importa com ninguém, apenas com sua própria espiritualidade, aponta para um coração compartimentado, onde nem tudo foi entregue no altar. Porque uma parte de nós é a nossa particularidade, mas outra parte de nós é o todo, é o sentimento de pertencimento. Se minha disposição ou percepção para ser "todo" está atrofiada, não estou servindo ao Senhor com inteireza.

Penso que se o individualismo fosse plano de Deus para nós, a Biblia não insistiria tanto na ideia de rebanho, de grupo, de "povo de Deus", nação santa. Não usaria figuras plurais. 

É verdade que Jesus buscava vez por outra a solitude, a calma do deserto e dos montes para orar e estar diante do Pai. Mas ele vivia em grupo, profundamente envolvido com as pessoas. Isso porque Jesus era inteiro para Deus. Tanto servia a Deus na sua individualidade quanto em sua sociabilidade.

Que reflitamos sobre isso e levemos a sério a nossa INTEIREZA.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Coisa mortífera


Nunca fez tanto sentido quanto agora o texto de Marcos 16:18: "e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum."

Esse texto sempre me intrigou, afinal de contas eu pensava:  quem vai ficar por aí "bebendo coisa mortífera"? E por que Deus protegeria esse maluco?  

Eu não sabia o quão profética era essa palavra. 

Hoje, aceitando ou não, com medo ou não, discordando ou não, somos obrigados a ingerir todos os dias "coisas mortíferas" na forma de agrotóxicos, conservantes, estabilizantes, espessastes, corantes, hormônios, remédios com efeitos colaterais terríveis, enlatados, transgênicos, refinados, vacinas estranhas, comidas artificiais etc.  Chegamos a um ponto onde é praticamente impossível não ingerir essas coisas. Podemos no máximo diminuir seu consumo mas não temos condição nenhuma de nos alimentar única e exclusivamente com coisas totalmente naturais e não manipuladas. 

Veja o link. Existem inúmeros outros que denunciam a situação.
http://stopmedicina.blogspot.com.br/2010/03/vacinas-perigos.html

Estamos vivendo nos dias de pedir proteção ao Senhor a respeito daquilo que colocamos dentro do nosso corpo. Estamos sim, todos os dias, "comendo coisas mortíferas", cancerígenas, degenerativas.  Que Deus tenha misericórdia de nós e cumpra a promessa expressa na sua Palavra.  Eu creio! 

domingo, 29 de junho de 2014

Sábado e igreja

Texto:

E Jesus terminou a conversa dizendo: a igreja foi feita para servir as pessoas, e não as pessoas para servirem a igreja. (Marcos 2:27 NTLH)

Essa paráfrase é para fazer você refletir. O texto original é um pouquinho diferente:
"E Jesus terminou: — O sábado foi feito para servir as pessoas, e não as pessoas para servirem o sábado." (Marcos 2:27 NTLH).      Mas... Será que não da no mesmo?????

terça-feira, 24 de junho de 2014

Adoração verdadeira

Jesus disse que o Pai procura os verdadeiros adoradores, que o adorem em espírito e em verdade. Essa, como outras afirmativas de Cristo, pode nos parecer pouco clara. Como Deus quer ser adorado?

Claro que a devoção, a contemplação reverente e as frases espontâneas que expressam admiração, amor e deslumbramento são importantíssimas. Fazem parte do nosso processo de aproximação e intimidade com Deus. Só que a Palavra nos mostra que adoração vai além e que ela não se completa apenas naquele momento mais óbvio do culto particular ou público. 

Paulo nos mostra algo além: a adoração real e profunda. Há atos de adoração e ATITUDE DE ADORAÇÃO.

Como vimos, os atos de adoração são importantes mas são mortos se não vierem acompanhados de atitude. Assim como a fé é morta se não vier acompanhada de atitudes, os atos de adoração também podem não passar de um retinir de sinos. 

O que é o que prova, definitivamente, que minhas "frases de adoração" são expressões da verdade da minha vida e não "decorebas religiosos"? Vejamos:


"Portanto, meus irmãos, por causa da grande misericórdia divina, peço que vocês se ofereçam completamente a Deus como um sacrifício vivo, dedicado ao seu serviço e agradável a ele. Esta é a verdadeira adoração que vocês devem oferecer a Deus." (Romanos 12:1 NTLH)

O verdadeiro adorador é o que se oferece a Deus. DISPONIBILIDADE, SACRIFÍCIO VIVO. De palavras o mundo está cheio. Deus quer atitude. 





quarta-feira, 4 de junho de 2014

Revelação - três conhecimentos


"E Jesus, respondendo, disse-lhes:  Vocês erram porque não conhecem nem as Escrituras nem o poder de Deus." Marcos 12:24

É interessante notar que Jesus não disse isso para  incrédulos, idólatras ou para judeus relapsos que não frequentavam a sinagoga. Ele disse isso  para pessoas que dedicavam suas vidas a estudar as Escrituras, a ponto de serem chamadas de “mestres”. E essas mesmas pessoas conheciam numerosas histórias de milagres. Como então afirmar que não conheciam nem as Escrituras nem o poder de Deus?  

Quão envergonhado você se sentiria se Jesus lhe dissesse que "- você vive na igreja, frequenta Escola Bíblica mas não sabe nada das Escrituras. Você já ouviu falar dos meus milagres mas realmente não conhece o poder de Deus."

Isso nos mostra que há uma maneira totalmente equivocada de "conhecer" as Escrituras.  E mais: "ouvir falar de milagres"  é muito diferente de "conhecer o poder de Deus". 

- Você realmente CONHECE as Escrituras?
- Você realmente CONHECE o poder de Deus?
-  E mais: você CONHECE as pessoas de outra forma que não seja segundo a carne?

Nessas questões podemos afirmar que o que não for revelado pelo Espírito nem pode ser chamado de "conhecimento", mas mera especulação.  Provavelmente por isso é que Jesus advertia as pessoas a não saírem anunciando que ele era o Messias. O motivo é que não adianta falar se o Espírito não revelar. "Não jogueis aos porcos as vossas pérolas" porque eles não entendem que aquilo são pérolas.  

Jesus nunca fez questão de ser conhecido "segundo a carne". Por isso ele anunciava primeiro o ARREPENDIMENTO. Se o sujeito não passasse primeiro pela porta do arrependimento, não chegaria a lugar algum do reino de Deus. É assim até hoje.  Mas isso não quer dizer que Deus esteja brincando de "esconde-esconde" com a humanidade. Quando  Jesus encontrava uma pessoa realmente interessada em conhecê-lo, alguém contrito, ele mesmo se revelava sem dificuldade alguma. Foi assim com a mulher samaritana.  Ela queria conhecer o Messias de Deus, então Jesus simplesmente falou: "sou eu, eu mesmo que falo contigo!" E ela creu.  
  • Como posso CONHECER as Escrituras?  Só através da revelação do Espírito. Devo ler e estudar, mas é Ele quem revela. Preciso pedir isso a Deus.
  • Como posso CONHECER o poder de Deus?  Deixando que Ele opere transformação na minha vida. Ninguém conhece o poder de Deus se esse poder não se revelar primeiramente à pessoa.
  • E como posso CONHECER as pessoas de outra forma que não seja mais segundo a carne?
1) Primeiramente preciso levar a sério o versículo que diz que "aquele que está em Cristo é nova criatura. As coisas antigas já passaram. Eis que tudo se fez novo."   Enquanto esse verso não for verdade na minha vida, nada mudará. Muitos se apossam dessas palavras como bênção para si mesmos mas esquecem de estender a "bênção do esquecimento" aos outros.

2)  Eu também deixo de conhecer as pessoas segundo a carne quando começo a levar a sério o que a Bíblia diz sobre servir:  devemos priorizar o servir, não o ser servido; e "cada um considere os outros superiores a si mesmo".  Segundo a carne as pessoas não  passam de "escadas" para promover o meu prazer, diversão, prestígio ou ascensão social mas quando olho para elas e me pergunto "como posso ser bênção na vida do Fulano? Como posso servi-lo para a glória de Deus?" aí meu olhar já mudou. 

3) É  na  prática da INTERCESSÃO  que Deus muda a nossa visão a respeito das pessoas. É o Espírito que nos revela profundamente e em amor que ninguém é o que é sem um motivo.  Obviamente todos "sabemos" disso mas precisamos sabê-lo "pelo Espírito" e isso só acontece quando intercedemos. Afinal por que Deus iria me contar coisas sobre a intimidade de pessoas que eu nem amo e com as quais não me importo? Só posso ser parceiro de Deus se o amor  for a motivação. 

Se você "se converteu" mas olha para a humanidade com o mesmo olhar de antigamente...  há algo errado com você.


Está lançado o desafio.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Associações

O Apóstolo Paulo disse: 

"Já por carta tenho escrito orientando vocês a não se associarem com os que se prostituem. Não estou me referindo absolutamente aos devassos deste mundo, ou aos avarentos, ou aos que roubam ou aos idólatras. Não! Porque então vocês iam ter que sumir do mundo. O que estou dizendo é para vocês não se associarem com aquele que, DIZENDO-SE IRMÃO, for devasso, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador..." 1 Coríntios 5:9-11 

Engraçado... A religião manda fazer EXATAMENTE O CONTRÁRIO: manda as pessoas se afastarem dos "infiéis" e fazerem vista grossa (o clássico "não julgar") os "da casa". Não é estranho? 

Uma pessoa que não crê no Evangelho e é muito sincera e clara em suas opiniões tem pouco influência sobre você. O perigo da má influência vem juntamente daqueles em quem somos tendentes a confiar mais: os que se dizem irmãos. Para com estes a gente acaba aceitando mais as opiniões, tornamo-nos menos críticos, menos cuidadosos, vamos de peito aberto... e podemos acabar sendo influenciados negativamente.