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sexta-feira, 19 de outubro de 2012

O dono do perdão

Mas contigo está o perdão, para que sejas temido. Salmos 130:4 

 Parece que existe, ainda que veladamente, a ideia de que o perdão e a longanimidade de Deus são os "riscos" que ele corre por "teimar" em ser bondoso: ele opta por ser longânimo e corre o risco de deixar de ser respeitado.  Essa impressão impera porque o Diabo emprenha-se em convencer as pessoas de que o amor é perigoso porque fragiliza as pessoas e nos torna manipuláveis.

Deus é mostrado nesse Salmo como o dono do perdão, não como uma vítima do amor. E como o perdão se traduz em resgate, em salvação para o perdoado, sendo Ele o dono do perdão então passa a ser temido (respeitado).

Devemos deixar de lado a teoria satânica de que o amor fragiliza. Quem ama, ama porque pode. Quem perdoa, perdoa porque pode, porque é livre, porque não pode mais ser afetado pelo erro do outro.

O ódio é que fragiliza, acorrenta, faz sofrer. Ninguém é dono do próprio ódio, mas é arrastado por ele vida afora. O ódio cega as pessoas e as faz cometer atos destrutivos contra o próximo e por conseguinte contra elas mesmas.

Por isso é que o Salmo diz que "Contigo está o perdão, para que te temam." O que nos faz ser respeitados é a nossa capacidade/liberdade para sermos magnânimos.

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