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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

A arte de ser ridículo - João 18: 28 e 31


Amar a lei de Deus é muito diferente de seguir a lei de Deus. Vemos na Bíblia situações de pessoas que pareciam viver em função de achar "uma brecha na lei de Deus" para, enfim, poderem respirar  e conseguir  fazer pelo menos um pouco do que sua natureza pecaminosa gostava.  Esse episódio  de João 18 chega a ser cômico. 

Os fariseus estavam sempre preocupados com legalidade e nada mais. Por que? Porque apenas o conhecimento da legalidade poderia leva-los aos furos da lei. E apenas pelo cumprimento da lei eles seriam julgados e honrados pela sociedade. O espirito da lei não importava. A legalidade era tudo para eles

Nesse episódio  primeiramente vemos os líderes judeus prenderem Jesus e o levarem à casa de Caifás, para a audiência. Para eles esse tipo de maldade não lhes pesava na consciência!  A Palavra diz que era de manhã cedo e eles não quiseram entrar na audiência "para não se contaminarem e poderem comer a páscoa".  Chega a ser cômico. O desamor e a injustiça não os incomodava, só o cumprimento visível da lei cerimonial.    Não entendiam que a maldade e a inveja é que contaminam. Mais adiante Pilatos diz: — "Levem este homem e o julguem vocês mesmos, de acordo com a lei de vocês" - referindo-se a Jesus. Então eles responderam: — Nós não temos o direito de matar ninguém"! (João 18:31). Era mais ou menos como contratar um pistoleiro porque não podiam cometer o pecado de matar uma pessoa.  A esperança deles era que Pilatos fizesse "o trabalho sujo". Eles não entendiam como as coisas funcionavam, não conheciam Deus. 

Agora pecisamos nos perguntar se às vezes não nos sentimos confortáveis com nossos maus sentimentos, manipulações, meias verdades, invejas e puxadas de tapetes enquanto nos esforçamos para "não nos contaminarmos" com a companhia dos "incrédulos", não bebemos álcool nem faltamos ao culto.   Tem gente que deixa de estender a mão ao pobre mas tem pavor de  "sonegando o dízimo".   Que estado lamentável de falta de consiência!

É fácil hoje lermos essa história e percebermos o ridículo da situação. Mas será que não fazemos nada parecido? Será que não vivemos em buscas de "brechas legais"? Será que não somos igualmente ridículos Às vezes?

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